[Resenha] Corações Feridos

Olá minha gente, como estão?

Hoje venho lhes contar um pouco do livro Corações Feridos, lançamento de Setembro da Novo Conceito.

CORACOES_FERIDOS

Sinopse: Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte… Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?

Autora: Louisa Reid | Editora: Novo Conceito | Pág.: 253 | R$ | SkoobLeia um Trecho de Corações Feridos

Resenha…

Neste livro temos a história de Hephzibah e Rebecca, irmãs gêmeas, mas que são muito diferentes. Rebecca nasceu com a Síndrome de Treacher Collins, que deformou sua face. E Hephzi era perfeita e linda.

Mas a história delas, não é algo bonito, e sim muito sofrido e cheia de crueldade da parte dos Pais delas. Este livro me impressionou e me deixou chocada, não sei se é pelo motivo de eu ser mãe e não compreender uma situação assim, mas fiquei muito comovida com este livro.

O livro é separado pelo “Antes” e o “Depois”, antes da morte de Hephzi e antes do acontecido. E a cada capitulo é alternado entre Rebecca que conta o agora e sofre muito mais com a ausência da irmã, e no antes que é contado pela visão da Hephzi antes de sua morte.

A vida delas é totalmente controlada pelo Pai, o santificado e respeitadíssimo pastor do bairro, mas em casa, ele era um mostro, um alcoólatra, fanático e doente mental. Ele não permitia que elas saíssem de casa para praticamente nada, a não ser para fazer os serviços na igreja, que era ao lado da casa paroquial. Assim elas estudavam em casa com a Mãe, que era uma pessoa tão má quanto o Pai, que não fazia nada para melhorar a vida das meninas, e sim conseguia piorar bastante.

Quando elas chegaram a idade de 16 anos, conseguiram ir para a escola comum, e era tudo que elas desejavam, sair da casa paroquial, do alcance dos olhos vigilantes do Pai, e poderem respirar ar puro.

Hephzi queria ser uma garota normal, então tentava ao máximo se enturmar na escola e parecer uma pessoa normal, e não uma que viveu quase toda a vida pressa por seus pais. Mas com isso ela se afastou de Rebecca, que por sua aparência não era aceita tão facilmente que Hephzi.

Rebecca tentava ao máximo passar despercebida por todos, ela sabia que não era agradável ficar olhando para o seu rosto deformado, então tentava ser invisível, tentava aprender ao máximo e aproveitava para ler e aprender mais e mais.

Enquanto Hephzi via a chance de sair de vez da casa paroquial, e inocente como era, achava que se arranjasse um namorado que a amasse ele a tiraria de lá para sempre, mesmo que precisasse deixar Rebecca sozinha. Pensava que ela deveria fazer seus próprios planos para sair daquele inferno.

Rebecca amava a irmã mais que tudo, e sempre acobertava as suas saídas para se enturmar na escola, ou para se encontrar com o namorado. Ela não consiguia falar nao para a irmã, mesmo sabendo que as consequencias do que ela estava fazendo poderia ser muito graves, afinal o Pai poderia descobrir e aí teria o castigo.

Depois da morte de Hephzi, Rebecca ficou sozinha, e ela sabia que se não saísse daquela casa logo, ela seria a próxima na lista de mortes do Pai, pois as mortes que aconteceu na casa e na família, o grande culpado e até causador era o Pai. Rebecca sabia o quanto ele poderia ser cruel e violento, afinal seu maior ódio era destinado a ela, e sempre que podia defendia a irmã deixando ela segura no andar de cima, enquanto ela sofria nas mãos do Pai no andar de baixo.

Essa história toda é difícil de não se comover, e o modo de escrita da autora nos absorve facilmente, e nos deparamos com muito sofrimento gratuito e, no decorrer da história, onde vamos conhecendo os segredos que as paredes da casa escondem, ficamos cada vez mais envolvidos, comovidos e revoltados com todo o sofrimento que elas passam.

Eu sei que é uma historia que nunca vou esquecer… E só de pensar que acontece coisas semelhantes na vida real é de dar enjoo da raça humana.

Este livro deveria virar filme, seria um modo de mostrar que existe essa violência domestica em tantos lugares, mas que pode ser vencida e que só é preciso um pouco de coragem e ajuda.

Recomendo este livro para que vocês conheçam essa história chocante e impressionante.

Vou ficando por aqui, pois se não vou contar demais…

Beijinhos e me fui!

Luh Figueiredos

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